Baú de Memórias

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Jaime de Oliveira (Entrevista)

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JAIME DE OLIVEIRA (21/06/1922) Nasceu na cidade de Pederneiras, numa casa que se localizava atrás da cadeia (sacolão) e de frente com a casa das irmãs (rua Belmiro Pereira); apenas cursou o 1o. ano primário (lê e escreve) no Grupo Escolar Eliazar Braga – suas professoras foram Odete Muccy e Odete – teve aulas particulares com D. Marina Martini Minguili – as professoras colocavam medos nos alunos do Grupo Escolar Eliazar Braga; de sua infância, só lembra que engraxava sapatos; lembra-se que sua família era formada pelo seu pai, sua mãe e que eram em 9 filhos, sendo eles João, Euclides, Antonio, Mário, Argemiro, Jaime, Maria Aparecida, Lazara e Guiomar; hoje é aposentado e mora no asilo; trabalhou como engraxate, gráfico, tipógrafo, desenhista, fotógrafo e cantor; nunca fez curso técnico para conseguir trabalhar, tudo que aprendeu foi na base da observação; sua primeira profissão foi como engraxate, a segunda como tipógrafo (trabalhou nos jornais “O Comércio de Pederneiras” e “Folha do Povo”, que depois alterou o nome para “Folha de Pederneiras”; o jornal “O Comércio de Pederneiras” pertencia a Fioravante Fabri (1934/1935); o jornal “Folha do Povo” pertencia ao advogado e jornalista Délio de Carvalho; sua primeira namorada foi Alva Fabri (Miranda), filha de Fioravanti Fabri; sua terceira profissão foi como desenhista e se iniciou na Casas Pernambucanas, ao fazer uma faixa para a mesma; aprendeu a ser fotógrafo com Mordachini (o perturbou muito, até que o mesmo o ensinou a profissão) – fazia fotografias de aniversário, casamentos com máquinas fotográficas emprestadas; depois foi morar na cidade de Bauru, onde começou a fazer as fachadas de casas e lojas; também começou a trabalhar no jornal “Correio da Noroeste”; assim foi até completar 18 anos; tendo essa idade, começou a 2a. guerra mundial e ele foi como voluntário para o exército (fotografia de 1944); como era tipógrafo e desenhista, o exército não o enviou para a Europa e sim para Campo Grande, a um campo de treinamento, e lá exerceu sua profissão (fazia faixas para desfiles); Alberto Clementino Moreira foi com ele (?); fez pinturas temáticas na Igreja Nossa Senhora Aparecida (Pederneiras) e pertenceu a Legião de Maria; foi o primeiro seresteiro da cidade (cantava 1 ou 2 vezes por semana e deixava uma flor na janela); nos cinemas da cidade, trabalhou nos letreiros (Cine União – Padre Ernesto Cangueiro; Cine Central – Pedro Paulo de Oliveira Dias); quando ocorreu o incêndio na escola de comércio Anchieta, a cidade era pequena e todos foram ajudar; quando acontecia o futing no jardim, os negros só podiam circular pela calçada do jardim, não era permitido entrar na praça (racismo no jardim); trabalhou com Elias Simão em peças teatrais (era figurinista e cantor) – Elias tinha um jeito afeminado, era respeitado pela sua inteligência, era aceito; quando Giácomo foi prefeito (1984 à 1988), morou por 8 anos no porão da prefeitura – trabalhava como fotógrafo e também fazia serviços de pintura; seus pais nasceram em Pederneiras; a mãe era do lar e o pai foi maestro e carpinteiro; seu 1o. irmão foi pintor, o 2o. carpinteiro, o 3o. sapateiro, o 4o. contador, o 5o. trabalhou na paulista e a 6a. do lar; é descendente de mineiros e índios; trabalhou como oleiro na cerâmica dos Ruiz – em Pederneiras só existia a cerâmica dos Copedê – os Ruiz foram imigrantes espanhóis que montaram uma cerâmica no centro da cidade e, cujo dono era Antonio Ruiz Romero; o único crime que se lembra foi o do Sansão; o 1o. hospital de Pederneiras ficava atrás da estação – o terreno não era da prefeitura e sim de um estrangeiro – eram médicos desse hospital Dr. Assis, Dr. Cássio e Dr. Nino de Conti; nesta época, naqueles lados da cidade existia a vila Paulista, que também era conhecida por vila Bambu – Mário Pompei (?)e cerâmica dos Copedê, armazém de secos e molhados do seu Juca Dias (Tiradentes); quando ocorreu a Revolução de 32, os pederneirenses Eliazar Braga de Oliveira, Vitor e todos os irmãos de D. Marina Martini foram voluntários (?); o pai de Alberto Clementino Moreira se chamava Virgulino Clementino e fazia caixões para defuntos; Pederneiras teve várias bandas - seu pai teve uma banda (Joaquim Jacinto)?, banda do Paini, e tocou numa orquestra em São Paulo, muito equipada chamada Orquestra dos Bandeirantes; cantou com Nelson Gonçalves; freqüentava o CRC e conheceu a esposa num dos bailes do CRC; casou-se com Zelinda Fornazari (de Oliveira), de quem é divorciado; o pai de Zelinda era irmão do Giácomo (?); o Porto Carapina era a única forma de atravessar o rio Tietê (além do trem), então existia um cabo de aço que guiava a balsa com os carros e jardineiras até o outro lado do rio; muitos circos vinham para a cidade de Pederneiras, entre eles o Romano, Gasparini, e possuíam animais e domadores – o que mais gostava neles era do cenário, das moças dançando e os shows de mágica.

Actualizado em Terça, 05 Janeiro 2010 01:03  


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